Protendido

Como definir o traçado de cabos de protensão

Por Eng. Mauro Moura

Definir o traçado de cabos de protensão é fixar, seção por seção, a ordenada do cabo dentro da peça — e essa geometria comanda o momento de protensão, as tensões nas bordas e a perda por atrito. Este artigo percorre o roteiro completo: escolha entre traçado parabólico, poligonal ou misto; excentricidade nas seções de controle; fuso limite; as fórmulas do traçado parabólico com dois arcos concordantes; trecho reto de extremidade, cobrimento e raio mínimo pela ABNT NBR 6118:2023; ângulo de desvio acumulado e perda por atrito; e carga equivalente. Fecha com um exemplo numérico completo de viga pós-tracionada de 20 m de vão.

Traçado de cabos de protensão no CalcproX

O que significa definir o traçado de cabos de protensão

Definir o traçado é escolher, seção por seção, onde o cabo passa dentro da peça — a decisão mais determinante do projeto protendido: a mesma força, 10 cm mais baixa no meio do vão, muda o momento de protensão, a tensão na borda tracionada e a perda por atrito.

O resultado vai para o canteiro como tabela de ordenadas: para cada posição X, a cota Y do eixo do cabo a partir de uma referência fixa, em geral a face inferior da fôrma. Um bom traçado acompanha o diagrama de momentos, mantém a excentricidade no fuso limite, respeita cobrimento e raio executáveis e controla o ângulo acumulado, que comanda o atrito.

Dados necessários antes de começar

  • Seção: altura h, área A, inércia I, os módulos Winf = I/yinf e Wsup = I/ysup e a posição do CG (ycg).
  • Esforços de serviço: o momento mínimo no ato da protensão (só peso próprio, em geral) e os das combinações da Tabela 13.4 da ABNT NBR 6118:2023.
  • Sistema: pré ou pós-tração, aderente ou não; diâmetro externo da bainha; número e bitola das cordoalhas (fptk e Ap pela ABNT NBR 7483).
  • Forças: Pi na saída do macaco, nos limites de σpi do §9.6.1.2.1; P0 após as perdas imediatas; P após as progressivas.
  • Coeficientes μ e k de atrito (§9.6.3.3.2.2) e a classe de agressividade, para o cobrimento da bainha (Tabela 7.2 da NBR 6118:2023).

As etapas do cálculo

1. Escolher a forma do traçado

A NBR 6118:2023 §18.6.1.1 admite armadura de protensão retilínea, curvilínea, poligonal ou de traçado misto, e a escolha segue o diagrama de momentos. O parabólico do 2º grau atende carregamento uniforme: curvatura constante produz carga transversal uniforme, que é o que se quer equilibrar. O poligonal serve à pré-tração e a cargas concentradas — acumula menos ângulo, mas gera força de desvio concentrada U ≈ P·α em cada vértice. O misto, parábolas com trechos retos junto às ancoragens, é o mais comum em pós-tração.

2. Excentricidade e fuso limite

A excentricidade é a distância do eixo do cabo ao CG, ep(x) = ycg − Y(x), e é ela que produz o momento de protensão. Na ancoragem o cabo sai no CG ou perto dele; no momento máximo busca-se a maior excentricidade viável. O fuso limite é a faixa que o cabo pode ocupar sem violar as tensões-limite nas bordas, no ato da protensão e em serviço. Pelo critério de descompressão (tração nula):

ep ≥ MELS/P − Winf/A (borda inferior em serviço)

ep ≤ Wsup/A + Mmín/P0 (borda superior no ato da protensão)

O fuso é o núcleo central (W/A para cada lado do CG) deslocado de M/P: onde o momento é grande ele desce; junto ao apoio, onde M tende a zero, fecha-se no próprio núcleo central — a excentricidade fica limitada a ep ≤ Wsup/A (0,20 m no exemplo).

3. Escrever a parábola e tabelar as ordenadas

Com Ya na ancoragem e Yc no ponto mínimo, separadas pelo comprimento L, montam-se dois arcos: o de comprimento L − L1, junto à ancoragem, sai com tangente horizontal e concorda em Yb com a parábola principal de comprimento L1, que morre no ponto mínimo também com tangente horizontal:

Yb = (Ya − Yc)·L1/L + Yc

Yi = (Yb − Yc)·Xi²/L1² + Yc, com Xi medido a partir do ponto mínimo

Yi = Ya − (Ya − Yb)·x²/(L − L1, com x medido a partir do início da curva

A interpolação de Yb é a condição de tangência entre os arcos: no ponto de concordância a inclinação de ambos vale 2·(Ya − Yc)/L, o que garante traçado sem quina — que concentraria desvio angular e força de desvio. É essa geometria que a calculadora de Traçado de Cabos do CalcproX resolve: Yb, L1, a tabela de ordenadas, o diagrama e o memorial.

4. Cobrimento e raio mínimo de curvatura

Pela Tabela 7.2 da NBR 6118:2023 o cobrimento nominal em protendido é medido até a bainha — 30, 35, 45 e 55 mm em vigas e pilares nas CAA I a IV — e o §7.4.7.5 exige cnom ≥ 0,5·φbainha, que governa em bainhas grossas. Daí Yc,mín = cnom + φbainha/2.

O raio sai direto da parábola: R = L1²/[2·(Yb − Yc)] no arco principal e R = (L − L1)²/[2·(Ya − Yb)] no arco junto à ancoragem, quase sempre o menor. Em R, Σα e wp comprimentos e ordenadas entram na mesma unidade — aqui, metros: R = 7,20²/(2 × 0,36) = 72,0 m; já Yb e Yi são razões e saem em centímetros. O §18.6.1.2 dispensa justificativa do raio desde que supere 4 m para fios, 8 m para barras e 12 m para cordoalhas. Perto da face a curvatura produz empuxo no vazio, e a norma exige armadura que mantenha a posição do cabo.

5. Ângulo de desvio acumulado e perda por atrito

Σα soma os ângulos de desvio entre a ancoragem e a seção analisada, em radianos; em arcos rasos cada arco entra com a variação da própria inclinação, e acima fecha em Σα = 4·(Ya − Yc)/L. Com Σα e a abscissa x, a perda por atrito vem do §9.6.3.3.2.2:

ΔP(x) = Pi·[1 − e−(μ·Σα + k·x)]

Sem ensaios a norma indica μ = 0,50 (cabo direto no concreto), 0,30 (barras ou fios com mossas ou saliências em bainha metálica), 0,20 (fios lisos ou cordoalhas em bainha metálica), 0,10 (idem, lubrificada) e 0,05 (cordoalha em bainha de polipropileno lubrificada); k = 0,01·μ por metro.

6. Carga equivalente de protensão

Um cabo curvo empurra o concreto para o lado côncavo, com força transversal por metro wp = P/R = P·(d²Y/dx²). Curvatura constante gera carga uniforme e, para um cabo parabólico com flecha f num vão Lv, vale wp = 8·P·f/Lv²; com tangentes horizontais nas ancoragens, a soma vertical é nula. Em isostática o momento de protensão é P·ep(x); a carga equivalente ganha valor no hiperestático, onde separa o efeito isostático do hiperestático de protensão — e o §17.2.4.2.1 é explícito: na verificação do ELU entram apenas os esforços hiperestáticos.

Exemplo numérico

Números demonstrativos — não substituem o cálculo do seu caso.

Viga biapoiada pós-tracionada aderente, vão Lv = 20,00 m, seção 30 × 120 cm, C40, CAA II. Cabo resultante: 12 cordoalhas φ12,7 mm CP-190 RB (Ap = 12 × 98,7 = 1.184,4 mm²) em bainha metálica de 80 mm de diâmetro externo. Peso próprio 9,0 kN/m, demais permanentes 4,0 kN/m (g = 13,0 kN/m), acidental q = 3,5 kN/m, ψ2 = 0,3.

Seção: A = 0,36 m²; I = 0,0432 m⁴; Winf = Wsup = 0,072 m³; W/A = 0,20 m; ycg = 60 cm. Momentos no meio do vão: peso próprio 9,0 × 20²/8 = 450,0 kN·m; quase permanente (13,0 + 0,3 × 3,5) × 20²/8 = 702,5 kN·m. Protensão: σpi = 0,77 × 1.900 = 1.463 MPa (§9.6.1.2.1), logo Pi = 1.184,4 × 1.463 = 1.732,8 kN; com 12 % de perdas imediatas e 25 % totais, P0 ≈ 1.520 kN e P ≈ 1.300 kN.

Da ancoragem saem 1,00 m de trecho reto em Y = 60 cm (§18.6.1.5); a origem X = 0,00 da tabela é o fim dele, restando L = 9,00 m até o ponto mínimo, no meio do vão. Com Ya = 60 cm (cabo no CG na ancoragem), Yc = 15 cm e arco de concordância de 20 % → L1 = 7,20 m e L − L1 = 1,80 m. Assim Yb = (60 − 15) × 7,20/9,00 + 15 = 51,00 cm. Tabelando (some 1,00 m a X para a distância à ancoragem):

X (m)Xi (m)Y (cm)ep (m)
0,0060,000,000
1,807,2051,00 (Yb)0,090
3,605,4035,250,248
5,403,6024,000,360
7,201,8017,250,428
9,000,0015,000,450

Verificações:

  • Trecho reto de extremidade: 1,00 m em Y = 60 cm antes da curva, atendendo ao mínimo de 100 cm do §18.6.1.5 (50 cm em monocordoalha engraxada).
  • Cobrimento: cnom = máx(35; 0,5 × 80) = 40 mm → Yc,mín = 40 + 40 = 8,0 cm, contra 15,0 cm adotados.
  • Raios: 7,20²/(2 × 0,36) = 72,0 m e 1,80²/(2 × 0,09) = 18,0 m — ambos acima dos 12 m do §18.6.1.2.
  • Ângulo e atrito: Σα = 4 × 0,45/9,00 = 0,200 rad (11,5°); no meio do vão x = 10,00 m e, com μ = 0,20 e k = 0,002, o expoente vale 0,040 + 0,020 = 0,060 → ΔP = 1.732,8 × (1 − e−0,060) = 100,9 kN, ou 5,8 % de Pi.
  • Fuso limite: 702,5/1.300 − 0,20 = 0,340 m ≤ ep ≤ 0,20 + 450,0/1.520 = 0,496 m; adotado 0,450 m.
  • Carga equivalente: 1.300 × 2 × 0,36/7,20² = 18,06 kN/m para cima nos 7,20 m (130,0 kN) e 1.300 × 2 × 0,09/1,80² = 72,2 kN/m para baixo nos 1,80 m (130,0 kN) — resultante nula; no trecho reto, curvatura e carga transversal nulas.

O momento de protensão no meio do vão é 1.300 × 0,450 = 585,0 kN·m — o mesmo de uma carga uniforme fictícia wp = 8 × 1.300 × 0,45/20² = 11,7 kN/m para cima em todo o vão, ou 90 % da carga permanente e 71 % da total de serviço. A carga real do traçado não é uniforme: 18,06 kN/m para cima nos 14,40 m centrais e 72,2 kN/m para baixo nos 1,80 m junto a cada ancoragem. A tensão na borda inferior na quase permanente resulta 1.300/0,36 + 1.300 × 0,45/0,072 − 702,5/0,072 = +1,98 MPa de compressão. Para protensão limitada em pós-tração a Tabela 13.4 da NBR 6118:2023 exige duas verificações: ELS-D na quase permanente (acima) e ELS-F na frequente; a compressão ainda respeita 0,45·fck e 0,60·fck nessas combinações (§17.2.4.4.1), com folga aqui.

Erros comuns

  • Confundir ordenada com excentricidade. Y é cota a partir da fôrma; ep é distância ao CG. Em seção T ou I o CG não está a h/2, e trocar um pelo outro erra o momento de protensão em dezenas de por cento.
  • Colocar o cabo no limite do cobrimento. O cobrimento vai até a bainha e respeita cnom ≥ 0,5·φbainha; com estribo e espaçamentos entre bainhas (Tabela 18.1 da NBR 6118:2023), sobra menos altura que a estimativa inicial.
  • Ignorar o fuso junto ao apoio. Ali o momento tende a zero e o fuso se fecha no núcleo central: excentricidade além de Wsup/A nessa região traciona a borda superior no ato da protensão — por isso o cabo sobe em direção à ancoragem.
  • Esquecer o trecho reto nas extremidades. O §18.6.1.5 exige segmentos retos de no mínimo 100 cm (50 cm em monocordoalha engraxada) para alinhar o cabo ao eixo do dispositivo de ancoragem.
  • Tratar poligonal como parábola. Na quina a força de desvio é concentrada, não distribuída: exige dispositivo de desvio e verificação local.

Responsabilidade técnica

Nenhuma ferramenta — inclusive a nossa — substitui o projetista. A calculadora de Traçado de Cabos documenta a geometria: ordenadas ponto a ponto, diagrama e memorial. A força de protensão, as perdas, as verificações nos estados-limites, as regiões de ancoragem e a compatibilização com a armadura passiva seguem decisões de engenharia. Procure o engenheiro responsável em estrutura hiperestática, protensão externa ou não aderente, reforço de estrutura existente ou dúvida sobre os esforços. A responsabilidade técnica pelo projeto (ART/RRT) permanece integralmente com o engenheiro civil habilitado.

Perguntas frequentes

Qual a fórmula do traçado parabólico de cabo de protensão?

Com Ya na ancoragem, Yc no ponto mínimo e o comprimento L separando os dois, calcula-se primeiro a ordenada de concordância Yb = (Ya − Yc)·L1/L + Yc. Depois cada ponto vem da parábola Yi = (Yb − Yc)·Xi²/L1² + Yc, com Xi medido a partir do ponto mínimo; no trecho junto à ancoragem, de comprimento L − L1, vale Yi = Ya − (Ya − Yb)·x²/(L − L1)², com x medido do início da curva. A expressão de Yb é exatamente a condição de tangência entre os dois arcos, o que garante traçado sem quina. A curva só começa depois do trecho reto de extremidade exigido pelo §18.6.1.5.

O que é o fuso limite em concreto protendido?

É a faixa de posições que o cabo resultante pode ocupar em cada seção sem violar as tensões-limite nas bordas, tanto no ato da protensão quanto em serviço. Pelo critério de descompressão as fronteiras são ep ≥ M/P∞ − Winf/A (borda inferior em serviço) e ep ≤ Wsup/A + Mmín/P0 (borda superior no ato da protensão). Na prática, o fuso é o núcleo central da seção, W/A para cada lado do CG, deslocado de M/P: junto ao apoio, com M tendendo a zero, a excentricidade fica limitada ao próprio núcleo central.

Como calcular o ângulo de desvio acumulado (Σα) de um cabo?

Σα é a soma, em radianos, de todas as mudanças de direção do cabo entre a ancoragem e a seção analisada, inclusive as do plano horizontal. Em traçado parabólico raso cada arco contribui com a variação da sua inclinação; no traçado de dois arcos entre a ancoragem e o ponto mínimo, Σα = 4·(Ya − Yc)/L. Para Ya − Yc = 45 cm em L = 9,00 m, Σα = 0,200 rad, ou 11,5°. Ordenadas e comprimento devem entrar na mesma unidade.

Qual a fórmula da perda de protensão por atrito?

A ABNT NBR 6118:2023 §9.6.3.3.2.2 dá ΔP(x) = Pi·[1 − e^−(μ·Σα + k·x)], com x medido a partir da ancoragem. Na falta de ensaios, μ vale 0,50 (cabo em contato direto com o concreto), 0,30 (barras ou fios com mossas ou saliências em bainha metálica), 0,20 (fios lisos ou cordoalhas em bainha metálica), 0,10 (a mesma, lubrificada) e 0,05 (cordoalha em bainha de polipropileno lubrificada); k pode ser adotado como 0,01·μ por metro.

Como calcular a carga equivalente de protensão?

A força transversal que o cabo aplica ao concreto por unidade de comprimento é wp = P/R = P·(d²Y/dx²). Para um cabo parabólico com flecha f num vão Lv, a forma clássica wp = 8·P·f/Lv² dá a carga uniforme equivalente: com P = 1.300 kN, f = 0,45 m e Lv = 20,00 m resulta wp = 11,7 kN/m para cima. Num traçado de dois arcos, porém, a carga real não é uniforme — cada arco tem seu próprio P/R, com sinal invertido no arco junto à ancoragem. Em estrutura isostática ela apenas reproduz o momento P·ep(x); no hiperestático é o caminho para obter o hiperestático de protensão.

Qual o raio mínimo de curvatura de um cabo de protensão?

Pela NBR 6118:2023 §18.6.1.2 os raios mínimos dependem do diâmetro do fio, da barra, da cordoalha ou externo da bainha, e podem ser estabelecidos experimentalmente. Dispensa-se a justificativa do raio adotado quando ele supera 4 m para fios, 8 m para barras e 12 m para cordoalhas. Num arco parabólico o raio vale R = L1²/[2·(Yb − Yc)], com comprimento e ordenadas na mesma unidade: L1 = 7,20 m e Yb − Yc = 0,36 m dão R = 72,0 m. Quanto menor o raio, maior a força de desvio P/R sobre o concreto.

Qual o cobrimento mínimo de cabos de protensão?

A Tabela 7.2 da NBR 6118:2023 dá o cobrimento nominal medido até a bainha: 30, 35, 45 e 55 mm em vigas e pilares nas classes de agressividade I a IV, e 25, 30, 40 e 50 mm em lajes. O §7.4.7.5 acrescenta cnom ≥ 0,5·φbainha, que costuma governar em bainhas grossas. A ordenada mínima do cabo fica então Yc,mín = cnom + φbainha/2, respeitado ainda o cobrimento próprio da armadura passiva.

Quando usar traçado poligonal em vez de parabólico?

O poligonal é natural na pré-tração com desvio de cordoalhas e em vigas com cargas concentradas, cujo diagrama de momentos também é poligonal. Ele acumula menos ângulo — para os mesmos pontos e tangentes extremas, cerca de metade do de uma parábola —, o que reduz a perda por atrito, mas concentra a força de desvio U ≈ P·α em cada vértice, exigindo dispositivo de desvio e verificação local. A NBR 6118:2023 §18.6.1.1 admite traçado retilíneo, curvilíneo, poligonal ou misto.

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Traçado de Cabos de Protensão

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Eng. Mauro Moura, Engenheiro civil · Sócio-proprietário da Ossamu Engenharia

Sobre o autor

Eng. Mauro Moura

Engenheiro civil · Sócio-proprietário da Ossamu Engenharia

  • Engenheiro civil formado pela PUC-SP
  • Pós-graduado em Edifícios Altos pelo Mackenzie
  • Sócio-proprietário da Ossamu Engenharia
  • Mais de 10 anos projetando estruturas e fundações

Conteúdo informativo. A interpretação dos resultados e a responsabilidade técnica do projeto são sempre do engenheiro responsável.